Quase sempre o silêncio é mais poderosamente eloqüente do que qualquer discurso ou palavra proferida. Porém é muito difícil compreender e aceitar o silêncio dos outros. Percebo que percorrendo minha estrada de tentativas e erros, vou aprendendo a intuir o que a falta de som, ou voz, quer me dizer. A possibilidade de não querer ser escutado/a faz parte do inevitável processo de, quando em vez, não ter nada suficientemente bom ou importante a dizer, a oferecer. Porém espero que nessas lições da vida as pessoas percebam em meu corpo, em minha alma (em um ápice transcendental), ou simplesmente em meus olhos que, naquele momento, ou, para aquela pessoa, não há mais nada a falar, nada a ser dito. E o meu silêncio, ah o meu silêncio, estará definitivamente explicando tudo. Tudo.
"Quem poderá, em vão, calar seu coração?"
(A voz do coração - Celso Fonseca e Ronaldo Bastos)

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